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RESENHA – Moana: Um Mar de Aventuras

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Por Fernanda Bianchini.

Em 5 de janeiro deste ano estreou no Brasil a tão aguardada nova princesa da Disney, no longa Moana: Um Mar de AventurasDirigido por John Musker e Ron Clements, que já possuem notório legado por A Pequena Sereia (1989), Aladdin (1992), Hércules (1997) e A Princesa e o Sapo (2009). E a dupla não perdeu a mão nessa nova produção exuberante!

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O filme conta a trajetória de Moana, uma jovem de 16 anos nativa das Ilhas do Pacífico Sul e apaixonada pelo oceano desde que consegue se lembrar. Contudo, seu pai, o chefe da vila, vive impedindo o contato da filha com o mar, pois suas águas são perigosas e Moana deve se concentrar em aprender como liderar seu povo. Esse é o conflito inicial da protagonista.

Porém, para acontecer “um mar de aventuras”, obviamente, Moana não pode ficar presa em terra. O oceano a escolheu desde muito pequena para navegar além do horizonte e acabar com a antiga maldição sobre a qual sua avó lhe contou histórias desde pequena, e após uma sequência de eventos, que muito emocionam, ela parte para o alto mar.

O primeiro objetivo de Moana em sua viagem é encontrar o protagonista das história da avó, o semideus Maui, responsável pela maldição que se alastra.

Maui possui um admirável legado de grandes feitos, mas sua última façanha saiu ao avesso: ele roubou uma joia que, acreditava, daria o poder da criação aos humanos: o coração da deusa Te Fiti. Só que ao arrancá-lo da deusa adormecida, surgiu uma terrível criatura de fogo, Te Ka. O monstro de lava tentou pegar a joia e Maui lutou contra ele, mas foi derrotado e perdeu seu anzol mágico e o coração de Te Fiti.

Em seguida, depois de muita resistência por parte do semideus, a dupla parte em busca do anzol, para, enfim, seguir viagem para restaurar o coração de Te Fiti.

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O longa possui uma ótima carga dramática, muita aventura e comédia. Maui começa mais como um anti-herói, sarcástico, teimoso e prepotente, perturbando Moana com todo o seu preconceito de achar que a menina não é capaz de coisa alguma, como uma “princesinha”. Porém Moana nega qualquer fragilidade e se mostra mais determinada a enfrentar problemas que o próprio semideus.

O enredo prende e emociona do começo ao fim.

E para levar um pouco da cultura maori para o mundo, a equipe do filme viajou para Samoa, Taiti e Fiji. Contaram com auxílio da população local e do acervo preservado no Museu de Fiji.

A animação e a trilha sonora ficaram excelentes. As paisagens são de tirar o fôlego! O cenário brilha em cores vivas de tal forma que quase se pode sentir o frescor do mar.

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A trilha sonora, com base no estilo da cultura maori, foi construída pelos compositores Lin-Manuel Miranda, vencedor do prêmio Tony pelo musical Hamilton, e Mark Mancina, responsável pela trilha de O Rei Leão (1994), uma das mais marcantes da infância de todos nós (ou a maioria de todos nós…). Para garantir a fidelidade com a cultura local, Opetaia Foa’i, cantor e compositor do grupo musical neozelandês Te Vaka, teve ativa participação. Opetaia trabalha com instrumentos tradicionais maori, conferindo à trilha do longa metragem a batida que nasce nos corações do Pacífico Sul, incluindo estrofes na língua maori.

É uma produção simplesmente imperdível!

A mensagem de amizade e força de vontade é passada com muita diversão e, apesar de em alguns momentos a Moana se parecer com a Rapunzel (que se parece com a Anna e com a Elsa, de Frozen, e com a Honey Lemon, de Projeto Big Hero), é só dela o sentimento de liberdade que exala. É incrível notar que mesmo em cenas dentro de uma cabana penumbrosa, o movimento e as expressões de Moana transmitem sempre um mundo bem maior. O que é perfeito! Certo? Já que “moana” em maori significa “mar”!

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Curiosidade:

Maui trouxe polêmica e críticas negativas por parte do povo polinésio. Ele é uma divindade entre as Ilhas do Pacífico, e em algumas localidades é considerado um ancestral. Segundo o artigo de France Presse, para o G1, a robustez de Maui revelaria o desprezo americano com a cultura local e o problema de obesidade enfrentado atualmente pelos cidadãos das ilhas.

Mesmo gerando indignação e alguma revolta, Maui foi mantido robusto, o que visivelmente não é sinônimo de obeso. Nas histórias antigas, o semideus usa seu arpão para puxar as ilhas do Pacífico para a superfície e trazer, no braço, o Sol para mais próximo da Terra, de forma a fazer os dias terem 24 horas. Ninguém ousaria imaginar que esses feitos pudessem ser realizados por alguém esguio, certo?!

Nota:

Maui

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Vivs
Revisora de textos, adora se meter a traduzir, mas se virem alguma tradução mal feita... foi outra pessoa! Apaixonada por Star Wars, gosta de livros e séries de ficção científica e fantasia, e curte jogos de videogame de de RPG e ação em 3ª pessoa.

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